7 pensamentos poderosos de Simone de Beauvoir para reflexão

dezembro 29, 2017 Off Por O Martelo de Nietzsche

Simone de Beauvoir (1908-1986) foi uma notável escritora, filosofa existencialista, memorialista e feminista francesa. Teve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre. Considerada uma das maiores representantes do pensamento existencialista francês na figura feminina.

Era filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora. Entre 1913 e 1925, estudou no Institute Adeline Désir, uma escola católica para meninas. Em 1925 ingressou no curso de matemática do Instituto Católico de Paris e no curso de literatura e línguas no Institute Saint-Marie.

Logo depois estudou Filosofia na Universidade de Sorbonne, onde entrou em contato com outros jovens intelectuais como René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve polêmico relacionamento. Concluiu o curso de Filosofia em 1929. Em 1931, com 23 anos, foi nomeada professora de Filosofia na Universidade de Marseille, onde permaneceu até o ano de 1932. Logo depois foi transferida para Ruen. Em 1936, retornou à Paris como professora de Filosofia do Lycée Molière.

Selecionamos 7 pensamentos poderosos de Simone de Beauvoir  que certamente farão você refletir sobre a sua vida. Principalmente nesse final de ano.

“Não se nasce mulher: torna-se.”

“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”

“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.”

“Querer-se livre é também querer livres os outros.”

“É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente.”

 “Era-me mais fácil imaginar um mundo sem criador do que um criador carregado com todas as contradições do mundo.”

Tempos mortos

Não mais me deitar no feno perfumado ou deslizar na neve deserta.
Onde eu exatamente me encontro?
O que me surpreende é a impressão de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice.
O tempo é irrealizável.
Provisoriamente o tempo parou para mim.
Provisoriamente.
Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro.
O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar.
Portanto, ao meu passado, eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minha necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo.
Hoje, que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele.
O que eu sempre quis foi comunicar unicamente da maneira mais direta o sabor da minha vida. Unicamente o sabor da minha vida.
Acredito que eu consegui fazê-lo.
Vivi num mundo de homens, guardando em mim o melhor da minha feminilidade.
Não desejei e nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.

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Por: O Martelo de Nietzsche