Razões lógicas para você abandonar o sentimento de culpa

dezembro 28, 2017 Off Por O Martelo de Nietzsche

“Não te acovardes diante de tuas ações! Não as repudies depois de consumadas! O remorso da consciência é indecente.” Friedrich Nietzsche

Se você continuar culpando as circunstâncias externas pela forma como sente e se continuar a colocar sua vida nas mãos de outras pessoas, você continuará a mercê de outras pessoas e você continuará a ser vítima de suas circunstâncias ,  estará preso aos seus próprios pensamentos limitados. Causando sofrimento para si e culpando os fatores externos.

É preciso tomar rédeas da sua própria vida. A culpa é um desperdício de seu precioso tempo e energia. Ela prejudica nossos relacionamentos, sobretudo, nossa paz interior. Se você busca crescimento em sua vida, lembre-se  de que é preciso abandonar  esse doentio sentimento de se sentir culpado, pecador, miserável, indigno, injustiçado, infeliz etc… Nietzsche chamou isso de a herança maldita do cristianismo.

A exaltação aos sentimentos baixos, não nobres como o mais sublime. Em correlação a esse sentimento de culpa está outro sentimento perigoso, a saber: o vitimismo. É necessário ir além deste comportamento tóxico, para que você possa viver uma vida mais alegre e mais capacitadora

O Caminho para a penitência voluntária.

Vivemos em uma sociedade cheia de normas e protocolos de vida, que por consequência  nos transmitem mensagens de culpa e de preocupação: “você  deve fazer isso, por causa daquilo”, “você não pode fazer isso”, “o certo é viver assim”, “essa forma de amor não é permitida”,  “as coisas devem ser assim e ponto final”. Tudo isso e muitas outras coisas, contribuem na formação de pessoas psicologicamente doentes e cheias de remorsos perante a própria vida.

A educação baseada em erros de interpretação da vida, educou os humanos a acreditarem que essas emoções causadas pelas obrigações impostas, são normais em nossas vidas.

Mas como isso acontece?

Quando alguém lança uma mensagem para que lembremos que fomos más pessoas, por algo que fizemos ou não, sentimos ou não, dissemos ou não. Imediatamente a nossa resposta tende a ser um mau sentimento que nos incomoda no presente.

Dessa forma, nos tornamos culpados por ações passadas. A culpa pode chegar a ser uma das emoções mais inúteis, uma consciência indecente. Normalmente gastamos boa parte da nossa energia nos sentindo culpados por algo que aconteceu no passado, e ficamos imobilizados por situações que não têm mais conserto. E não adianta, pois não podemos mudar nada do que aconteceu.

O passado deve educar e não escravizar.

A culpa por ações do passado, também é a paralisação do presente, que pode ir desde um pequeno mal estar até uma depressão perigosa. Nos impede de colher o dia, isto é, viver o agora. Neste sentido, gastamos nossa energia com algo inexistente, ou seja, aquilo que já passou, sendo inútil e prejudicial para nós mesmos. Não interessa o tamanho da culpa, ela não vai solucionar nem mudar nenhum problema.

Todavia, aprender com o passado implica em evitar a repetição de algum comportamento, com a intenção de aprender com nossos erros, sem ficarmos paralisados.  Aprender com os nossos erros é saudável, e muito necessário para nosso crescimento e desenvolvimento pessoal, pois permite que avancemos sem amarras.

Quatro questionamentos lógicos para se livrar do remorso indecente.

  • Pergunte a si mesmo por qual razão você tem evitado o presente por culpa do passado. Dessa maneira, pouco a pouco, você conseguirá eliminar a necessidade de culpa.
  • Comece a aceitar as coisas que escolheu, no entanto você pode chatear algumas pessoas. Se não prejudica o outro, você precisa aceitar assim mesmo, pois dessa forma, a culpa que sente por não obter a aprovação dos demais desaparecerá.
  • Comece a fazer um diário de culpas. Implica anotar todas aquelas situações das quais se sente culpado, indicando que está perdendo tempo no presente, por se angustiar com o passado. Isso permitirá que você se aprofunde na autorreflexão  de sua culpa.
  • Procure mostrar para as pessoas com as quais se relaciona, essas que te manipulam (talvez sem querer ou por ignorância) a se sentir culpado, que você é capaz de enfrentar as desilusões provocadas pelo próprio comportamento. Talvez o resultado demore a aparecer, porém, as pessoas mudarão com você quando perceberem que você superou esse sentimento baixo.

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Por: O Martelo de Nietzsche